Política Alexandre Garcia critica politização da cloroquina e atuação do STF

Presidente Bolsonaro compartilha áudio no qual o jornalista diz que a Corte age como um tribunal de inquisição

Política Alexandre Garcia critica politização da cloroquina e atuação do STF

O presidente Jair Bolsonaro compartilhou, hoje (22), em suas redes sociais, um áudio do jornalista Alexandre Garcia, em resposta ao número de mortos pelo coronavírus no Brasil. Após o Ministério da Saúde confirmar 50 mil óbitos neste domingo, Garcia rebate que milhares de vidas poderiam ter sido salvas se não houvesse a politização do uso da cloroquina. Segundo ele, essa contenda ocorre apenas porque o presidente teria sido o primeiro a aconselhar o uso do medicamento.

“Eu fico imaginando quantas mortes teriam sido evitadas se não tivessem politizado essa questão da cloroquina só porque o presidente da república foi o primeiro a aconselhar o uso da hidroxicloroquina. Eu como marido de médica, recebo informações dos médicos. Em Brasília, no mínimo, 30 médicos estão aplicando a hidroxicloroquina nos seus pacientes e eu ouço todos os dias depoimentos de gente que teve uma ‘gripezinha’ graças a hidroxicloroquina […] Fica todo mundo achando que a OMS que é o padrão”, disse.

Ele ainda destaca o chamado Covidão, na esperança de que investigações de fato responsabilizem todos os envolvidos nas recentes manobras observadas em todo Brasil para lucrar com o desvio de recursos liberados para o combate da pandemia.

Garcia também aproveitou para elogiar a atuação do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que foi o único contrário ao prosseguimento do inquérito das fake news. “O único soldado de passo certo no batalhão. Foi 10 a 1. Ele perdeu”, lamentou o jornalista que criticou o fato em que “o próprio queixoso é quem abre o inquérito, investiga e vai julgar.” Ação que contraria a alínea 1 do art. 129 da Constituição, que diz ser função privativa do Ministério Público promover a ação penal pública.

“O ministro Marco Aurélio Mello lembrou uma coisa óbvia, que o Tribunal se chama ‘Supremo’ e não ‘Absoluto’. E está agindo como absoluto, como tribunal de inquisição,” completou.

Alexandre cita, ao final, o arquivamento do processo na justiça eleitoral contra a candidatura de Flávio Bolsonaro. Isso devido a falta de evidências que comprovassem a disparidade entre os bens patrimoniais dele e a renda declarada no imposto entre os anos de 2012 e 2014. O jornalista busca demonstrar o alarde que geralmente é feito em torno de pessoas relacionadas ao presidente na tentativa de constantemente atingí-lo.

“A gente chega a conclusão de que a esquerda corrupta é menos perigosa que a chamada direita extremista. Extremismo não é cortar a garganta como a Al Qaeda fazia, extremismo, hoje, é xingar o Supremo”, finaliza.